terça-feira, outubro 30, 2007

BLOGAGEM COLETIVA I



O Lino Resende está promovendo uma blogagem coletiva sob o tema "Paz no Mundo", a ser veiculada no próximo dia 01 de novembro. Abaixo, transcrevo o texto que ele publicou, convocando adeptos:


"Se você está disposto a participar, ótimo. Mas pode fazer mais um pouco e divulgar a blogagem no seu blog. Se fizer isso, vai dar maior abrangência ao assunto, trazendo mais pessoas para falar nele. Neste caso, é só pegar um dos selos e colocar no seu blog. E se programar para no dia 01 falar sobre a paz mundial e como gostaria de ver o mundo.


Se você não conseguir copiar o selo, pode usar o endereço deles, fazendo um link. Os endereços são: selo 1, selo 2 e selo 3. Basta clicar com o botão direito do mouse, selecionar propriedades e copiar o endereço. Simples, assim.
Você pode - e deve - confirmar sua participação. E neste caso, basta deixar um comentário informando que está na blogagem. É importante fazer isso para que, no dia 01 de novembro, todos os participantes possam ser relacionados.
E então, vamos nos juntar? Conto com todos nessa nova empreitada para chamar a atenção para algo que necessitamos, e muito, que é paz no mundo".


Juntem-se a nós! Vamos fazer uma grande corrente na promoção da conscientização dessa necessidade premente no nosso mundo atual.




sexta-feira, outubro 26, 2007

O GALÃ DE SUBÚRBIO

Nos primórdios da minha vida de bancária fui escalada pra trabalhar no pagamento do PIS, uma espécie de "prova de fogo" a que eram submetidos os novatos. Era um verdadeiro teste de resistência, pois além das multidões de trabalhadores que tínhamos de atender, em geral o banco alugava galpões enormes e desconfortáveis, onde eram improvisados os balcões de atendimento. Filas quilométricas, uma verdadeira legião de estudantes universitários contratados para dar reforço, mais um monte de funcionários estabanados, indo e vindo, resultavam em imensos salões empoeirados e, via de regra, sem ventilação adequada, num calor infernal ... Enfim, a gente trabalhava feito um bando de condenados.
Ah! mas a gente se divertia pra caramba! Éramos todos muito jovens e cheios de garra, não faltava camaradagem, bom humor e muita alegria. Qualquer coisa era motivo pra boas gargalhadas. O público ao qual atendíamos era muito diversificado, compreendendo desde trabalhadores rurais (que chegavam apinhados em caminhões, trazidos durante a madrugada, pela usina-empregadora) até advogados espertos, representando seus clientes (estes sempre reivindicando privilégios nada cabíveis, pra "furar" as filas).

No verão em que se deu o "causo" em pauta, o prédio alugado para essa finalidade ficava de frente pro sol, que castigava, inclemente, invadindo o recinto e provocando uma claridade incômoda aos nossos olhos. Nesse dia eu havia esquecido os meus óculos de sol e estava me sentindo muito desconfortável em trabalhar exposta àquela luz intensa. De tanto reclamar, o meu chefe me ofereceu uns óculos que haviam sido deixados por alguém, na sua mesa e eu, aliviada, aceitei a oferta, pois não estava conseguindo trabalhar direito com todo aquele solzão no meu rosto. Os tais óculos me serviram bem, apesar de exibir uma bandeirosa borboleta encrustada de pedrinhas no canto do olho direito, que me fez concluir ser a sua dona uma tremenda "perua". Mas, como diz o ditado, "Cavalo dado não se olham os dentes" e, dada a absoluta falta de opção, no momento, pus a peça na cara e continuei o meu serviço, sem tempo, sequer, de levantar o rosto pra não ver o tamanho da fila que, àquela altura, dobrava o quarteirão ...

Estou eu bem absorta na identificação dos participantes quando um colega me sussurra aos ouvidos: "Acho que tu acabas de "ganhar" alguém da fila". Curiosa e faceira, procurei ver de quem se tratava. Não foi difícil localizar o meu admirador! O sujeito fazia tanto salamaleque pro meu lado, me apontando pros parceiros, piscando olho e fazendo poses insinuantes, que logo percebí quem era o tal. A sua descrição é a seguinte:

Um cara de uns vinte e cinco anos, magro, alto, vestindo calça e jaqueta jeans, com um bigodinho a la cafageste, costeletas proeminentes, óculos escuros (que ele fazia questão de manter na ponta do nariz, pra me ver melhor) - O próprio galã de subúrbio! - e um detalhe que matou todas as esperanças porventura existentes de que eu viesse a lhe ser receptiva: Lindos dentes ... Todos dois! Como se não bastasse a boca vampiresca, ainda exibia garbosamente um chapeuzinho de jeans com o dístico: "QUILUXO", bordado em letras garrafais!!!

Pronto! Foi o que bastou pra me deixar com frouxos de riso e me desconcentrar completamente do que estava fazendo porque, a essa altura, todo mundo já tirava sarro de mim (inclusive eu) e as piadinhas mordazes não davam trégua. Mas o que provocou a minha retirada do ambiente, por absoluta incapacidade de conter o riso e, assim, preservar a postura profissional até então, mesmo precariamente, mantida, foi a sutileza da sua "cantada", ao se aproximar de mim, quando chegou a sua vez de ser atendido:
Ele cutucou o seu parceiro, escorou o cotovelo no balcão e me disse, baixinho:
EU HOJE VOU JOGAR BRABULETA!

segunda-feira, outubro 22, 2007

PREITO DE GRATIDÃO E OUTROS







Tenho sido tão paparicada pelos meus amigos blogueiros, que resolví postar estas flores em gratidão pelo seu carinho e generosidade. Agora foi o Chawca, do Meu ouvido não é penico que me agraciou com este Prêmio Blog Solidário. Fico muito feliz ao ser homenageada por gente desse naipe, donos de blogues da mais alta qualidade, pois sei que aqui de enxerida, já que não domino todos os recursos infinitos com os quais lidar para chegar ao seu patamar. Portanto, Chawca, querido, receba estas flores como um gesto de gratidão, dispostas assim, lindamente, pra você e desculpe-me pela demora em postar os meus agradecimentos.



DE SACO CHEIO!


Eu ando sem muito saco pra postar, pois, além da absoluta falta de inspiração que tem me atacado ultimamente, como todos vocês já sabem o meu PC é temperamental e só trabalha quando quer; se me conhecesse bem, jamais se arriscaria a ignorar o risco que corre, pois eu também não sou um primor de serenidade e tenho tido ímpetos de jogá-lo contra a parede, tragédia essa que ainda não ocorreu porque eu sou "pavio curto" mas não sou burra. Já que não estou, no momento, em condições propícias para substituí-lo, vou considerando a velha máxima de que "ruim com ele, pior sem ele"... Mas ele que me aguarde!



ESCOLHIDO O SAMBA DA ESTAÇÃO PRIMEIRA DE MANGUEIRA


Na semana passada foi escolhido o samba com o qual a Mangueira homenageará o Recife, que tem como tema os 100 anos do frevo. Ainda não ouví a música, mas fiquei um tanto quanto decepcionada com a letra, pois o tema comportaria citações imprescindíveis, como: Capiba, Felinto, Pedro Salgado, os irmãos Moraes, Guilherme Fenelon, Nelson Ferreira e tantos outros imortais compositores, músicos, maestros e o mais genuíno intérprete de suas canções, Claudionor Germano, ainda hoje fazendo o povo ferver nas ruas de todas as cidades de Pernambuco durante o tríduo momesco. Sequer foi citado o frevo que é o hino do carnaval pernambucano, Vassourinhas, executado em todos os salões de bailes carnavalescos do país, ainda que apenas os seus primeiros acordes. Não sei quem foram os julgadores mas, considerando a pobreza da letra vencedora, me parece que eles não devem ter tido muitas opções, não!

Resta-me louvar o título, que cita dois frevos de pura efervescência: "De perder o sapato"e "Recife mandou me chamar" e torcer para que a minha Mangueira querida abiscoite o primeiro lugar.

Transcrevo abaixo a letra do dito cujo, pra que vocês mesmos tirem as suas conclusões e avaliem a minha crítica.



100 ANOS DO FREVO, É DE PERDER O SAPATO. RECIFE MANDOU ME CHAMAR...(Lequinho, Jr Fionda, Francisco do Pagode, Silvão e Aníbal)


Mandou me chamar, eu vou

Pra Recife festejar

Alegria no olhar , eu vejo

É frevo, é frevo, é frevo

Ao som de clarins

Descendo a ladeira

Sou Mangueira

Tem frevo no samba,

Deu nó na madeira

Orgulho da cultura brasileira

A majestade é o povo,

Sem o povo história não há

Estende o brasão, reflete o leão,

Símbolo de garra e união

Capoeira invade os salões

Mascarados, despertam Dragões

E pelas ruas, vem Zé Pereira,

Arrastando a multidão

Nascia o frevo contagiando toda a massa

E até hoje tem colombina e seus amores

Passo no rancho das flores

O profano é sagrado no maracatu

Nos cem anos de história, desperto a alvorada

Brincando no Galo da Madrugada

Invade a cabeça, o corpo, embala os pés

Delírio da massa, um fervo!

É a Mangueira no passo do frevo

Voltei de sombrinha na mão

Sonhando em gritar é campeão